quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Diário de Bordo

Antecipando a leitura do diário de Bordo... 2011 do  Megafone na Rede.


MEGAFONE NA REDE - 4º ENCONTRO DE PROFESSORES
18 DE OUTUBRO DE 2011
MUSEU DA REPÚBLICA
Neste cenário histórico, de importância política que é o Palácio do Catete, nosso encontro começou mais uma vez de forma lúdica. Uma cantiga de criança, uma brincadeira é o canto inicial de mais uma reunião de adultos. Um pouco de timidez de alguns, euforia de outros vão engrenando as ações que nos levarão a refletir sobre nossas realidades nas escolas, propor novas atitudes e ampliar o diálogo entre a sociedade civil, os profissionais da educação e a secretaria municipal de educação do município do Rio de Janeiro.
A dinamizadora Camila do TEAR informa então da exibição em vídeo sobre o nosso  encontro anterior e segundo ela esta construção discursiva havia sido editada de forma não linear, mas como algo que resgatasse em nossas memórias flashes sobre pensamentos e posições dos presentes naquela ocasião.
Como provocações, diversos temas surgiram. Dentre eles: Políticas Públicas, Tempo, Unidade, conhecimento, comprometimento, pertencimento, interação, complexidade, família, aprendizagem.
Numa breve discussão sobre o vídeo, especulou-se, sobre alguns sentidos criados e Jacilene especificamente relatou que discordava da concepção de não linearidade do vídeo, já que apesar de ele ter escolhido fragmentos aleatórios, o sentido do que discutíamos era bem nítido, definido; de que ainda que não estejam organizadas seqüencialmente as proposições eram coerentes e coesas com os princípios norteadores de nosso trabalho junto ao Megafone na rede.
Outras avaliações foram feitas sobre o vídeo, mas como eu estava  preocupado  em registrar os fatos  desta data no rascunho para este relato, não ouso colocar palavras minhas para definir pensamentos alheiros afim de  não ser leviano, passo ao momento posterior no qual foi proposto uma leitura de imagens  - ZOOM – Distanciamento de imagens que se sobrepunham, o que só confere legitimidade à minha preocupação de que leituras discursivas parciais, podem distorcer completamente a verdade, se não forem analisadas enquanto pistas do caminho para se entender algo mais amplo e complexo.
A conclusão que chegamos é que “A maioria das coisas a gente não vê. Fazemos seleções para a criação de sentidos.”
A Escola Municipal Ismael Neri, na pessoa da Professora de referência Tânia,  apresentou o trabalho sobre a ação para impedir a depredação do espaço escolar- Estratégias para diminuir esta prática.
A seguir a Escola Silveira Sampaio, na pessoa da professora de referência Cândida, apresentou um plano voltado para reforçar o entendimento das regras da escola como norteadoras de um trabalho que se propõe coeso e que facilita as regras de convivência dentro da comunidade escolar. Segundo ela, por se tratar de uma escola grande e com muita movimentação, a adoção de regras é indispensável para um funcionamento responsável e dinâmico da Unidade Escolar.
A terceira escola a apresentar seu plano de ação foi a Escola Municipal Henrique Dodsworth, nas pessoas de sua Diretora Bernadete e de sua professora de referência Jacilene. Elas listaram ações para reverter o quadro de pouco envolvimento da comunidade escolar, o que também dificulta a convivência harmoniosa entre os segmentos pertencentes à escola.
Eu, professor de referência da Escola Municipal Jenny Gomes, apresentei um breve desabafo sobre o andamento do projeto na escola e apresentei o plano de ação que engloba ações de estudos, pesquisa e práticas que contemplem as questões de gênero e sexualidade no cotidiano escolar.
A ultima escola a se apresentar foi a E.M. Estado da Guanabara, cujo plano de ação intitulado “Estamos sentindo a sua falta”, procura envolver atitudes que visem buscar a interação com a família, pretendendo dela uma  presença mais eficaz  na comunidade escolar.
Houve posteriormente um pequeno debate, com  troca de perguntas entre os participantes sobre as abordagens dos planos de ação.
Devido ao adiantado da hora, discutiu-se a data para o 5° Encontro e depois de algumas dificuldades vencidas, chegou-se ao dia 04 de novembro e assim ficou decidido.
Com certeza, como bem  escreve a professora Joanir Azevedo, ao dissertar sobre a concepção de redes, ou seja,  sobre a tessitura da escolha na “trama” dos fios (informações) para a formação do sentido dos textos, eu  reconheço que fiz escolhas na construção deste texto, escolhas estas que certamente pertencem a um campo semântico muito particular ou  pessoal, mas uso em meu favor, um pouco da idéia de percepção coletiva, ainda que não seja representante da unanimidade, é pelo menos representante de uma parcela.

Rio de Janeiro,
Primavera
Novembro de 2011.


Professor Hiller Soares Santana  
E.M. Jenny Gomes.

domingo, 16 de outubro de 2011

Aguardando o próximo encontro

Agora, depois do curso de gestão Educacional é que encontrei tempo para escrever o quanto estes últimos encontros, com a presença do TEAR, têm sido proveitosos! Espero, portanto, que continuemos  a ter um caráter propositivo junto as políticas públicas educacionais da rede de educação municipal do Rio de Janeiro e mantenhamos nossa coragem de fazer críticas, quando necessário. A presença da secretaria não deve servir como algo que nos trave, ao contrário, aproveitando os ensinamentos e  dinâmicas do Tear, temos é que nos destravar, soltar as amarras do temor de desagradar o que estão no poder e com isto,estaremos colaborando verdadeiramente para uma melhora considerável de uma educação pública, gratuita e de qualidade, para além da publicidade governamental.
Abraços,
Hiller Soares Santana

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dia do Professor

CONVITE!


As Escolas Municipais Bertha Lutz, Milton Campos, Emiliano Galdino, República Argentina, Rosa do Povo e Euclides da Cunha apresentarão seus planos de ação no encontro de novembro (o dia será definido no próximo encontro).


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Produção dos subgrupos de Trabalho

No último encontro do GT, realizado no dia 13 de setembro, os educadores presentes se subdividiram em 4 grupos que refletiram sobre as questões prioritárias a serem enfrentadas pelo 2o segmento do Ensino Fundamental. Cada subgrupo levantou questões a serem trabalhadas e sugestões de ações a serem apresentadas à SME. Confiram! 

Grupo 1: Infra-estrutura
Falar de Infra-estrutura na escola não tem haver com questões apenas de espaço e estrutura física e sim com valores que compõem esta relação pessoas/estrutura física. Principalmente o compromisso, que faz com que todos participem da construção/conservação do espaço físico.
  • Infra-estrutura de pessoal administrativo, que acaba por comprometer o trabalho nos diversos setores.
  • Maior flexibilidade no uso das verbas municipais.
  • Maior suporte em materiais de consumo por parte da Secretaria para que não haja tanto comprometimento do SDP.
  • Maior fiscalização e acompanhamento do trabalho da COMLURB nas escolas.
  • Maior agilidade para chegada dos laboratórios de informática do PROINFO com link de internet para os mesmos e Educopédia.
  • Espaço para que os professores de educação física da própria escola tenham DR para oficinas desportivas no contra-turno e, consequentemente, preparação para os Jogos Estudantis da PCRJ, fazendo com que o esporte seja mais valorizado nas escolas, sem necessidade de projetos externos.
  • Campanhas publicitárias do tipo "Esta escola é sua conserve-a", utilizando cenas do cotidiano de nossas escolas para aumentar a auto estima de nossos alunos e se sentirem parte de toda essa estrutura.
Grupo 2: Ensino e Aprendizagem

- Um número maior de Centro de Estudos, onde os professores efetivamente se encontrem para elaborarem um material adequado que possibilite um ensino de qualidade. Onde haja a troca de experiências e de conhecimento, gerando a maior capacitação para a apropriação de novas tecnologias e metodologias. Isto tudo para garantir que a escola seja o espaço de conhecimento.
- Para aulas mais dinâmicas, o ideal seria ter-se uma maior relação das políticas públicas de educação com outras áreas (parcerias) que possibilitassem um ensino atualizado e lúdico (ex.: aulas em museus, em centros culturais, teatros etc.)
- Instituição do professor-tutor, como um orientador, uma vez que não se tem assistente social ou orientador vocacional, do aluno para despertar no educando a necessidade da aquisição de uma maior responsabilidade, de uma maior disciplina para a aquisição de conhecimentos que possam garantir sua preparação para o mercado de trabalho.

Grupo 3: Relacionamento

1 – “Dialogar com a alma” através das oficinas culturais no contraturno;
2 – Oportunizar ao aluno atividades diversas ligadas ao desenvolvimento de suas aptidões para a descoberta dos talentos individuais e seus valores;
3 – Ações conjuntas para fortalecimento do grupo escolar. Exemplo: atividades culturais para os professores;
4 – Música ambiente na escola (músicas que não façam parte da cultura dos alunos. Exemplo: música clássica);
5 – Gincanas interdisciplinares para, através do lúdico, desenvolver conceitos e habilidades;
6 – Priorizar o diálogo e o afeto entre os elementos da escola;
7 – Estabelecer uma relação de “pertencimento” do espaço escolar onde estão inseridos;
8 – Fortalecimento dos segmentos através do professor como “mola propulsora” de abertura de canais;
9 – Fortalecimento do grupo através do exemplo do “gestor” como “elo” orientador e propulsor;
10 - Valorização profissional, tanto pedagógica quanto financeiramente.

Grupo 4: Gestão

Escola Municipal Estado da Guanabara

Escola Municipal Estado da Guanabara
Elaine Valente Diniz – Professora Representante
Marcia Gobbi - Coordenadora Pedagógica

A Escola Ideal
A escola ideal seria uma escola com excelente qualidade de ensino, onde fosse dada a oportunidade de todos serem bem sucedidos na vida. Que ao saírem da escola, os educandos estivessem realmente preparados para o mercado de trabalho para que pudessem através do trabalho honesto conquistar uma vida digna. Onde se ensinasse e se aprendesse a ser honesto, responsável, disciplinado e a ter conhecimentos suficientes para alcançar os sonhos, transformando-os em realidade, realidade esta, que possibilitasse a construção de uma sociedade mais humana e justa.
Fisicamente a escola ideal deveria ter condições razoáveis criando um ambiente agradável e que se passasse mais tempo na escola do que se passa hoje em dia. As salas deveriam ser climatizadas, com janelas que funcionassem, cortinas que impedissem que o sol entrasse e atrapalhasse a visibilidade do quadro. Deveriam ser pintadas com cores suaves, mas alegres que levantassem o astral. As portas também deveriam ser arrumadas, os corredores com murais conservados e música ambiente. O piso da escola toda deveria ser antiderrapante, que não juntasse tanta poeira. É claro que a limpeza é fundamental. O refeitório deveria ser um lugar agradável, bonito e limpo. Deveria ter toalha nas mesas e a comida deveria ser mais gostosa e variada. O cardápio é repetitivo. Os banheiros deveriam ter papel higiênico, sabonete líquido, toalha de papel e serem mais limpos. Deveria haver banheiros em todos os andares.
A escola ideal deve ter uma quadra coberta, ter parquinho para os pequenininhos e um jardim. A parte externa da escola deve ser pintada com uma cor forte com detalhes em branco e o nome da escola na frente. Deve ter vestiários, enfermaria para se alguém passar mal, poder ser socorrido.
A escola ideal deve ter disciplina, alunos educados, que entendessem que a escola é o local onde eles vão evoluir e que têm que ter responsabilidade para cumprirem com os seus deveres, inclusive  a conservação da escola.
Na escola  ideal, as aulas devem ser bem atrativas e dinâmicas, onde os alunos possam participar efetivamente. Há também a necessidade de que os responsáveis sejam conscientes de que só com a participação deles, os alunos e a escola obteriam resultados desejáveis. Os professores devem ter segurança e domínio do que vão ensinar. Os alunos e professores devem ser grandes amigos.
Na Escola Municipal Estado da Guanabara falta um ambiente agradável, uma quadra, alunos educados e dispostos a estudarem. Cada turma deveria ter uma única sala, porque seria mais fácil identificar a ação de vândalos e puni-los, para que os nossos murais fossem conservados. Evitaria também  que os alunos matassem a aula, porque alguns alunos aproveitam o momento da troca de sala para fugirem da escola e matar a aula.