Antecipando a leitura do diário de Bordo... 2011 do Megafone na Rede.
MEGAFONE NA REDE - 4º ENCONTRO DE PROFESSORES
18 DE OUTUBRO DE 2011
MUSEU DA REPÚBLICA
Neste cenário histórico, de importância política que é o Palácio do Catete, nosso encontro começou mais uma vez de forma lúdica. Uma cantiga de criança, uma brincadeira é o canto inicial de mais uma reunião de adultos. Um pouco de timidez de alguns, euforia de outros vão engrenando as ações que nos levarão a refletir sobre nossas realidades nas escolas, propor novas atitudes e ampliar o diálogo entre a sociedade civil, os profissionais da educação e a secretaria municipal de educação do município do Rio de Janeiro.
A dinamizadora Camila do TEAR informa então da exibição em vídeo sobre o nosso encontro anterior e segundo ela esta construção discursiva havia sido editada de forma não linear, mas como algo que resgatasse em nossas memórias flashes sobre pensamentos e posições dos presentes naquela ocasião.
Como provocações, diversos temas surgiram. Dentre eles: Políticas Públicas, Tempo, Unidade, conhecimento, comprometimento, pertencimento, interação, complexidade, família, aprendizagem.
Numa breve discussão sobre o vídeo, especulou-se, sobre alguns sentidos criados e Jacilene especificamente relatou que discordava da concepção de não linearidade do vídeo, já que apesar de ele ter escolhido fragmentos aleatórios, o sentido do que discutíamos era bem nítido, definido; de que ainda que não estejam organizadas seqüencialmente as proposições eram coerentes e coesas com os princípios norteadores de nosso trabalho junto ao Megafone na rede.
Outras avaliações foram feitas sobre o vídeo, mas como eu estava preocupado em registrar os fatos desta data no rascunho para este relato, não ouso colocar palavras minhas para definir pensamentos alheiros afim de não ser leviano, passo ao momento posterior no qual foi proposto uma leitura de imagens - ZOOM – Distanciamento de imagens que se sobrepunham, o que só confere legitimidade à minha preocupação de que leituras discursivas parciais, podem distorcer completamente a verdade, se não forem analisadas enquanto pistas do caminho para se entender algo mais amplo e complexo.
A conclusão que chegamos é que “A maioria das coisas a gente não vê. Fazemos seleções para a criação de sentidos.”
A Escola Municipal Ismael Neri, na pessoa da Professora de referência Tânia, apresentou o trabalho sobre a ação para impedir a depredação do espaço escolar- Estratégias para diminuir esta prática.
A seguir a Escola Silveira Sampaio, na pessoa da professora de referência Cândida, apresentou um plano voltado para reforçar o entendimento das regras da escola como norteadoras de um trabalho que se propõe coeso e que facilita as regras de convivência dentro da comunidade escolar. Segundo ela, por se tratar de uma escola grande e com muita movimentação, a adoção de regras é indispensável para um funcionamento responsável e dinâmico da Unidade Escolar.
A terceira escola a apresentar seu plano de ação foi a Escola Municipal Henrique Dodsworth, nas pessoas de sua Diretora Bernadete e de sua professora de referência Jacilene. Elas listaram ações para reverter o quadro de pouco envolvimento da comunidade escolar, o que também dificulta a convivência harmoniosa entre os segmentos pertencentes à escola.
Eu, professor de referência da Escola Municipal Jenny Gomes, apresentei um breve desabafo sobre o andamento do projeto na escola e apresentei o plano de ação que engloba ações de estudos, pesquisa e práticas que contemplem as questões de gênero e sexualidade no cotidiano escolar.
A ultima escola a se apresentar foi a E.M. Estado da Guanabara, cujo plano de ação intitulado “Estamos sentindo a sua falta”, procura envolver atitudes que visem buscar a interação com a família, pretendendo dela uma presença mais eficaz na comunidade escolar.
Houve posteriormente um pequeno debate, com troca de perguntas entre os participantes sobre as abordagens dos planos de ação.
Devido ao adiantado da hora, discutiu-se a data para o 5° Encontro e depois de algumas dificuldades vencidas, chegou-se ao dia 04 de novembro e assim ficou decidido.
Com certeza, como bem escreve a professora Joanir Azevedo, ao dissertar sobre a concepção de redes, ou seja, sobre a tessitura da escolha na “trama” dos fios (informações) para a formação do sentido dos textos, eu reconheço que fiz escolhas na construção deste texto, escolhas estas que certamente pertencem a um campo semântico muito particular ou pessoal, mas uso em meu favor, um pouco da idéia de percepção coletiva, ainda que não seja representante da unanimidade, é pelo menos representante de uma parcela.
Rio de Janeiro,
Primavera
Novembro de 2011.
Professor Hiller Soares Santana
E.M. Jenny Gomes.
Professor Hiller Soares Santana
E.M. Jenny Gomes.

Parabéns Hiller! Ficou ótimo o seu registro, além de muito poético.
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